Estevão Maia • 30 de novembro de 2025

"Racismo Não Cabe em Nenhum Lugar": Instituto Cena Preta Transforma Arte em Ferramenta de Combate ao Racismo Recreativo em 2025

O ano de 2025 marcou um novo e contundente capítulo na trajetória do Instituto Cena Preta. Com o lançamento da campanha antirracista "Racismo Não Cabe em Nenhum Lugar", o V Festival Cena Preta extrapolou os palcos tradicionais para ocupar escolas, quilombos e espaços públicos, levando uma mensagem clara: o racismo disfarçado de humor continua sendo crime.


Sob o lema de que a luta é diária e permanente, o projeto "Cena Preta Itinerante: Uma Cena em Vários Atos" percorreu diferentes territórios da Grande João Pessoa, unindo a potência da cultura periférica a ações formativas urgentes.


Educação e Arte nas Escolas


A campanha teve início em 12 de novembro na Escola EMAI Radigundes Feitosa Nunes, no bairro José Américo. O objetivo central foi levar reflexão e consciência para o ambiente escolar através do espetáculo "O Príncipe Preto" e de falas potentes sobre o combate ao racismo recreativo, atingindo diretamente crianças e jovens.


A ação também chegou à Escola Técnica Estadual de Arte, Tecnologia e Economia Criativa Poeta Juca Pontes, reafirmando o compromisso de educar e provocar o riso com responsabilidade, pautado no respeito e na dignidade.


Resistência e Ancestralidade no Quilombo


A itinerância também alcançou o Quilombo do Gurugi, na sede do Berimbau Viola, no dia 13 de novembro. A noite foi marcada por uma profunda imersão cultural e política, incluindo:

  • Palestras e Rodas de Conversa: Discussões sobre racismo recreativo, religioso e outras formas de discriminação enfrentadas pela comunidade.
  • Celebração Popular: Apresentações de Coco de Guiné, Maracatu Berimbau Viola e Roda de Capoeira Angola, reafirmando as raízes e a força da identidade quilombola.



Consciência na Orla e Espaços Públicos


Além das instituições de ensino e comunidades tradicionais, o Instituto Cena Preta levou a campanha para as ruas. Na orla de João Pessoa, ativistas abordaram turistas e moradores para dialogar sobre a importância de reconhecer e combater o racismo recreativo — aquele que muitos tentam disfarçar como "brincadeira", mas que fere e exclui. Panfletos informativos foram distribuídos para reforçar que combater o racismo é um compromisso coletivo.


Ao aliar a estética da cultura preta — como o grafite e as artes cênicas — com o debate jurídico e social sobre o crime de racismo, o Instituto Cena Preta consolidou-se em 2025 como uma das vozes mais ativas na construção de uma sociedade onde o preconceito não tenha espaço para se esconder.


Impacto Social: O V Festival Cena Preta reafirmou que a arte preta é, em sua essência, um ato de resistência que educa enquanto celebra quem somos.



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